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Há muito tempo a maior reclamação de quem lia algo maior que uma página em formato digital era a comparação (desfavorável) com a mídia impressa. Ler algo em formato digital sempre esteve associado ao computador, o que significa restringir os locais/horas que você pode fazer isso. No passado leitores digitais (quer seja sob a forma dos PDAs) resolviam o problema da mobilidade mas traziam consigo outros fatores que limitavam, na prática a sua adoção:
Preço Como toda tecnologia emergente a falta de escala e a própria natureza, muitas vezes recém saída da fase experimental, faziam com que o custo dos leitores digitais (e-readers) fossem acima dos US$500 (mais próximos de US$1000) o que limitava o uso desse aparelho ao entusiastas mais abonados. Duração da bateria Nada mais frustrante que ter um dispositivo como um e-reader e se encontrar tendo que ficar com ele ligado na tomada (que nunca está próxima) a cada 4h de uso. Os primeiros modelos utilizavam tecnologias de LCD que, mesmo com os avanços, duram pouco. Assim o e-readers das primeiras gerações eram rapidamente deixados de lado pela falta de autonomia de vôo que apresentavam no dia a dia. Peso Quase que como uma consequência das tecnologias utilizadas no display o uso de baterias de alta capacidade eram usadas para dar uma autonomia maior. Isso trouxe um peso que fazia o e-readers mais incômodos do que transportar as versões impressas dos livros. Facilidade de leitura Quando você compara um livro impresso com um lido em um e-reader das primeiras gerações a primeira coisa que você notava é que a leitura não era tão fácil depois de alguns minutos. Fatores como reflexo e ângulo de leitura eram facilmente detectados. Disponibilidade de títulos Esse, em minha avaliação, foi o principal limitante. Mesmo que você conseguisse esquecer os demais fatores citados anteriormente você esbarrava em um ponto. O que irei ler no meu e-reader? Aqueles que trabalham na área técnica tem resposta fácil para esta pois no começo você colocava documentos, principalmente em PDF, que eram disponibilizados ou gerados sob a formas de manuais de referência. Entretanto quando se afasta desse conteúdo quase ninguém lançava títulos nesse formato. O usuário ou apelava para versões pirateadas em PDF dos livros ou não tinha nada o que fazer. A evolução Há pouco mais de 1 ano o mercado (que mercado?) de livros digitais foi sacudido. Muito parecido, mas em menor proporção, com o que se viu quando do lançamento do iPhone, a Amazon lançou um e-reader chamado Kindle que prometia resolver todos os problemas citados: era razoavelmente barato, leve, tinha uma duração da bateria excelente e tinha o que ler! Somado a isso o mecanismo de “entrega” dos livros via rede de dados de celular (3G) prometeu tempos de entrega imediatos. Nada mais de ficar esperando pelo livro chegar no correio, nada mais de ficar tendo que ligar o leitor na tomada a cada x horas. A evolução da tecnologia, dentre elas o e-ink e o barateamento do armazenamento em estado sólido, ajuda a entender como foi possível mudar o quadro mas o fato desse e-reader estar vinculado a um grande distribuidor de títulos resolveu o grande problema que era a falta de títulos disponíveis. Agora em sua segunda versão e contando com uma cobertura quase global (inclusive no Brasil) é possível notar como o Kindle está ganhando momentum. Eu tive a oportunidade de usar o Kindle2 e posso dizer que todos os meus receios foram resolvidos. A agilidade com que pude adquirir um livro e em poucos minutos ter o mesmo disponível é imbatível. A leveza do aparelho, a nitidez da tela e as funcionalidades como fazer anotações, consultar a wikipedia complementam a idéia de que o produto, mesmo em sua segunda geração já atingiu um grau de maturidade que permite ser usado não só por quem é fã de tecnologia. Mas antes que possam me acusar de receber comissão da Amazon é preciso ressaltar alguns pontos negativos na solução adotada. O primeiro ponto é que apesar de todos os avanços o reader ainda é preto e branco. Nada de mais para quem só lês romances ou livros técnicos mas deixa a desejar quando comparamos com jornais (mesmo impressos) ou revistas com suas fotos e livros com ilustrações. A disponibilidade de títulos em português. Hoje apenas o jornal “O Globo” possui uma versão para o Kindle. Os demais títulos, dentre eles revistas e livros apenas em inglês. Ou seja, nada de achar que irá poder comprar o próximo título do Paulo Coelho no Kindle (apesar de isso não ser extatamente um problema). Esses pontos podem diminuir o interesse inicial mas a meu ver são temporários. Em breve a tecnologia o e-ink irá evoluir para permitir cores com a mesma característica. As editoras nacionais irão lançar seus títulos para a plataforma e outros jornais, revistas e livros serão disponibilizados. O ponto que pode influenciar o crescimento e o sucesso do Kindle está no modelo como ele se relaciona com o Cliente e a concorrência. No Kindle quando compro um livro não posso emprestá-lo (sem entregar o aparelho) ou mesmo revendê-lo quando não mais tiver interesse. E é apostando em se diferenciar que a Barnes & Noble lançou o Nook. Essencialmente um clone do Kindle que chegará ao mercado com mais de um milhão de títulos disponíveis, uma flexibilidade maior na operação com livros – será possível emprestar seu livro digital e a capacidade, via um slot SD, de expandir o espaço para até 17000 livros (contra 1500 do Kindle2 e 3000 do Kinde DX). Num primeiro momento o modelo da B&N parece mais atrativo para o consumidor. Resta saber como a dinâmica do mercado irá atuar para definir se teremos um vencedor ou a continuidade da operação dos dois players. Para aqueles que acham que o impossível não acontece. No arsenal de tecnologias para uso do controle de acesso vimos que a biometria provê um grau de segurança a mais quando relacionada a autenticação de dois ou três fatores. Além da biometria outras formas como senhas de um único uso (one-time password) e tokens podem ser usadas. One-time password One-time password é uma senha que só é valida para uma sessão de logon. Ela é considerada dinâmica pois muda em intervalos regulares ou segundo algum evento. A senha dinâmica provê o mais alto nível de segurança para esse tipo de controle de acesso. Os tokens e o protocolo S/key são exemplos de implementações de one-time password. Tokens Os tipos de tokens são : a) Tokens de senhas estáticas Armazenam senhas estáticas ou certificados digitais b) Tokens de senhas dinâmicas síncronas Geram continuamente senhas dinâmicas em intervalos de tempo regulares (ex. a cada 60 segundos) ou decorrentes de um evento (pressionar de um botão). Tipicamente a senha gerada só é válida durante uma janela de tempo e para um logon. c) Tokens de senhas dinâmicas assíncronas Geram as senhas ao calcular a resposta correta para um desafio gerado aleatoriamente pelo sistema. O sistema ao qual você deseja ter acesso irá gerar um desafio e você deve informar o mesmo no dispositivo e ele irá gerar uma resposta que deve ser usada para efetuar o logon. Single sign-on (SSO) Com o advento do crescimento do número de sistemas e dado o ambiente heterogêneo encontrado nas empresas, o usuário médio é apresentado a um grande número de contas, uma para cada sistema. Isso como já vimos tem duas desvantagens:
Para auxiliar nesse sentido sistemas que ofereçam SSO auxiliam no processo. Dentre os sistemas de SSO mais conhecidos estão:
Metodologias de implantação de controle de acesso As metodologias de controle de acesso são normalmente classificadas como centralizadas ou descentralizadas.
LDAP – Provê serviços para autenticação de usuários e recursos. RAS (Remote Access Service) – Utilizam protocolo PPP para encapsular pacotes IP. RADIUS (Remote Authentication Dial-in User Service) – Utiliza UDP para enviar usuário e senha para o servidor realizar autenticação TACACS (Terminal Access Controller Access Control System) – Provê o AAA (Authorization, Authentication e Accountability)
Nos sistemas descentralizados a localização das informações do usuário estão espalhadas em localizações diferentes e mantidas por administradores distintos. No próximo post encerraremos esta introdução ao controle de acesso ao discutirmos sobre os métodos de ataque e controles de acesso de dados. Como vimos o uso de senhas ou mesmo PINs possuem desvantagens que reduzem sua eficácia e o nível real de segurança. Assim sendo a biometria, com o terceiro fator (algo que você é) auxilia dada a maior dificuldade de se burlar a mesma. O uso da biometria é normalmente encontrado em dois cenários :
O indivíduo apresenta a característica biométrica e o sistema tenta identificar o indivíduo ao buscar em uma base de dados essa característica. Busca um-para-vários.
O indivíduo apresenta um código (nome do usuário ou PIN) e em seguida a característica biométrica. O sistema tenta autenticar o usuário ao casar a identidade apresentada com os dados biométricos associados a conta (nome do usuário ou PIN). Busca um-para-um. Fatores necessários para um sistema biométrico eficaz: a) Acurácia É a característica mais importante em um sistema biométrico. A característica única sendo medida garante a identificação positiva do solicitante. A acurácia é medida em percentual com os termos abaixo FRR – False Reject Rate (erro tipo I). Quando o sistema rejeita o acesso de usuários genuinamente autorizados. b) Velocidade Define o tempo necessário para completar o processo de autenticação Isso tem que incluir se apresentar ao sistema, fornecer o cartão/pin, entrar a característica biométrica, processar os dados de entrada. Alguns parâmetros comumente aceitos : velocidade de menos de 5 segundos, vazão de 6 a 10 por minutos e tempo de cadastramento menor que 2 minutos c) Necessidade de armazenamento Apesar de cada vez menos significativo esta característica indica o espaço necessário para se armazenada os dados biométricos de um usuário. d) Confiabilidade O sistema deve ser capaz de funcionar corretamente e de maneira precisa sem necessitar de manutenções constantes e) Aceitabilidade É a facilidade com que o método é aceito pelo usuário. Questões sobre ética e de saúde são postas pelos usuários e podem representar o principal fator de problema na adoção do modelo. Tipos de controles de acesso biométrico a) Digital (finger scan) b) Geometria das mãos (hand geometry) c) Retina (Retina pattern) d) Iris (Iris scan) e) Voz (Voice recognition) f) Assinatura (Signature dynamics) Digital É a forma mais comum de biometria utilizada hoje, com cerca de 78% do total de vendas. Ela armazena informações sobre pontos das digitais para realizar a comparação. Geometria das mãos É mais acurado do que o sistema de digitais, utiliza um dos menores tamanhos de arquivo para armazenar os dados e é conseguido gerando-se uma geometria tridimensional através de uma câmera digital que captura simultaneamente informações verticais e horizontais da mão. São capturadas comprimento, largular, altura e outras características únicas da mão e dedos. Retina Os sistemas armazenam elementos únicos no padrão vascular da retina. As maiores preocupações são medo de dano no olho pelo laser. Na verdade é apenas uma câmera com uma luz de baixa intensidade). Problemas como diabetes e de coração podem causar alteração no padrão da retina e causar falsos negativos. Iris É o tipo com maior acurácia dos sistemas biométricos. A iris é a parte colorida do olho que contorna a pupila. O usuário deve se colocar a uma distância de 7.5 a 25 cm do dispositivo para permitir o processo de scan da iris por uma câmera. Reconhecimento de voz Capturam características únicas da voz do usuário e podem realizar padrões fonéticos e linguísticos. A maioria dos sistemas depende de um texto específico que deve ser repetido pelo usuário. Esse requisito também ajuda a elevar a segurança ao prover um sistema de dois fatores. Assinatura O sistema requer que o usuário assine seu nome em um tablet. São analisadas características da assinatura para comparação com um valor previamente salvo. Tem como principal problema o fato da assinatura poder ser forjada ou ainda apresentar variação e com isso gerar falsos negativos. Comparação entre os vários tipos de biometria No controle de acesso é possível identificar duas categorias:
Controles de acesso de sistema Eles protegem o sistema inteiro e provêem a primeira linha de defesa para os dados contidos no sistema. A proteção destes se dá ao restringirem o acesso ao sistema. Eles podem prover o AAA mas são mais conhecidos pela autenticacão. A autenticação é baseada em qualquer um dos três fatores: Se baseia no fato de que apenas o dono da conta tem o conhecimento de uma senha ou código de identificação necessário para acessar a conta. b) Algo que você possui (something you have) Se baseia no fato de que apenas o dono da conta tem a posse de uma chave para acessar a conta. Essa chave é comumente um smartcard ou token card c) Algo que você é (something you are) Se baseia no fato de que só você é você! Autenticação é então baseada em algo que você conhece, tem ou é! Autenticação de dois fatores (two factor-authentication) utiliza quaisquer dois fatores dos descritos acima. Autenticação de três fatores utiliza todos os fatores vistos. Identificação e autenticação O componente de identificação é normalmente simples, baseado em um nome de usuário, endereço MAC (medium access control), endereço IP ou identificador de processo. Os únicos requisitos para a identificação é que eles possam identificar de maneira única o usuário e não deve identificar a posição do mesmo dentro do sistema/organização. Lembrando que identificação é o ato de reivindicar uma identidade e autenticação é o ato de verificar essa identidade! Senhas e frases secretas A senha é o mecanismo mais comum para autenticação. A frase secreta é uma variação que usa uma sequencia de palavras em vez de uma só. Problemas com senhas e frase secretas:
b) Facilmente quebradas Senhas são alvo de ataques por força bruta e de dicionário c) Inconvenientes Digitar a senha pode ser cansativo para usuários que tem que fazê-lo muitas vezes. É comum que por conta disso o usuário escolha uma senha muito pequena, de fácil digitação, ou se recusem a travar a estação enquanto estiverem ausentes. d) Refutáveis Transações autenticadas apenas com a senha não necessariamente incluem mecanismos para provar a identidade do usuário. Assim falham ao prover a não repudiação. Controles e gerenciamento de segurança aplicado a senhas Alguns controles que podem (e devem) ser aplicados em sua política de segurança:
Além das senhas e frases secretas é comum o uso de números de identificação pessoal (PIN) e de biometria. Enquanto o PIN é um número com 4 dígitos e a biometria se baseia em características do usuário que deseja se autenticar e será vista no próximo blog. Uma das 10 áreas importantes que são cobertas no CISSP é o controle de acesso (access control). Este é a capacidade de permitir ou negar o uso de um objeto (uma entidade passiva tal como um sistema ou arquivo) a um solicitante (uma entidade ativa como uma pessoa ou um processo). O uso é normalmente definido através de regras : escrita, leitura, execução, listagem, modificação e deleção. Tipos de controle Os controles podem ser preventivos (redução de riscos), detectivos (identificam violações e incidentes), corretivos (que amenizam as violações e incidentes e melhoram os controles preventivos e detectivos), de dissuação (que desencorajam violações), de recuperação (que restauram sistemas e informações e de compensação (controles alternativos) Os controles de acesso podem ser :
* Controles administrativos Incluem as políticas e procedimentos que uma organização implementa como parte de sua estratégia de segurança. Os controles administrativos asseguram que os controles técnicos e físicos são entendidos e corretamente implementados de acordo com a política de segurança da organização Eles incluem:
* Controles técnicos Utilizam hardware e software para implementar o controle de acesso Preventivos
Detectivos
* Controles Físicos Garantem a proteção e segurança do ambiente físico. Preventivo
Detectivos
Uma característica relevante quando se trata de controle de acesso é como ele se comporta quando falha. Quando um controle de acesso falha e restringe o acesso ele é chamado de fail closed. Quando um controle de acesso falha e permite o acesso ele é considerado fail open. Serviços Os sistemas de controle de acesso proveêm três serviços essenciais :
Autenticação Composto de duas etapas : identificação e autenticação determina quem pode efetuar o login. Autorização Define os direitos e permissões do usuário ou processo. Se dá após a autenticação e define o que o usuário pode fazer com um sistema ou recurso. Resposibilização (Accountability) É a capacidade de associar as ações com o usuário que as executou. Define o que o usuário fez. Associado a responsibilização um sistema deve ser capaz de impedir a repudiação, ou seja um usuário não pode negar uma ação realizada pelo mesmo. No próximo blog abordaremos as categorias de controle de acesso. O processo de desenvolvimento possui vários obstáculos. Acredito que você já passou por este. |
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